A geologia do Vale do Paraíba, com seus sedimentos aluvionares e o manto de alteração do embasamento cristalino, impõe desafios hídricos específicos a Volta Redonda. A permeabilidade do subsolo na margem direita do Rio Paraíba do Sul não é uniforme: varia de camadas drenantes a lentes argilosas de baixa condutividade. O ensaio de permeabilidade in situ, executado conforme os procedimentos Lefranc e Lugeon, quantifica essa variabilidade com precisão. Antes da implantação de rebaixamento de lençol ou contenções, o ensaio CPT pode auxiliar na identificação preliminar de horizontes saturados. A equipe técnica atua em toda a região, do Aterrado ao Retiro, dimensionando cada campanha com base na geologia local.
O coeficiente de permeabilidade obtido in situ reflete o comportamento real do maciço, eliminando o efeito de amolgamento e escala das amostras de laboratório.
Escopo do trabalho em Volta Redonda

Desafios técnicos típicos em Volta Redonda
O desenvolvimento industrial acelerado de Volta Redonda a partir da década de 1940, impulsionado pela CSN, ocupou áreas de baixada com nível freático elevado e aterros sobre solos moles. O risco de subdimensionar sistemas de drenagem ou desconhecer a anisotropia da permeabilidade em uma escavação urbana é real e já causou instabilizações em taludes de corte na região do bairro Santa Cecília. A condutividade hidráulica governa a vazão de infiltração em subsolos e a eficiência de sistemas de rebaixamento temporário. Sem o ensaio de permeabilidade in situ, as estimativas baseadas apenas na granulometria podem errar por ordens de grandeza, resultando em cronogramas atrasados e recalques por erosão interna.
Nossos serviços
A campanha de permeabilidade em campo é planejada para a realidade geotécnica do Médio Paraíba, com interpretação integrada dos horizontes de solo e rocha.
Ensaio Lefranc em solo
Determinação do coeficiente de permeabilidade (k) em furos de sondagem, ideal para projetos de drenagem subterrânea e análise de fluxo em encostas e tálus.
Ensaio Lugeon em rocha
Investigação da fraturação hidraulicamente ativa em maciços de granito e gnaisse, essencial para túneis, fundações de barragens e injeções de impermeabilização.
Dúvidas habituais
Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O Lefranc mede a permeabilidade do solo e é executado no revestimento da sondagem, com trecho filtrante isolado. O Lugeon é específico para rocha e utiliza obturadores para isolar um lance do furo, injetando água em ciclos de pressão para avaliar a abertura e interconexão das fraturas.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Volta Redonda?
O investimento para um ensaio de permeabilidade em campo varia conforme a profundidade e o tipo de ensaio. Em Volta Redonda, o preço médio fica entre R$1.440 e R$2.620 por ponto investigado, considerando a mobilização da equipe e do equipamento de injeção.
Em que fase da obra o ensaio de permeabilidade é obrigatório?
Deve ser executado durante a campanha de investigação geotécnica preliminar e complementar, sempre que houver previsão de escavação abaixo do nível freático, necessidade de rebaixamento ou projeto de estruturas de contenção em solo saturado ou rocha fraturada.